Agosto é mês de celebração do folclore brasileiro, e os grupos de Coco de Roda, Quadrilha Junina, Guerreiro e Pastoril seguem firmes na missão de preservar tradições que atravessam gerações. Em Maceió, coletivos das regiões do Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol recebem apoio por meio do Plano de Ações Sociourbanísticas (PAS), garantindo a continuidade de manifestações que são patrimônio cultural imaterial da cidade.
A dedicação dos mestres e brincantes vai além do palco: são meses de ensaios, criação de figurinos, composição de músicas e transmissão de saberes. O Coco de Roda Reviver, por exemplo, ensaia até nove horas semanais durante oito meses, enquanto o Guerreiro São Pedro Alagoano transforma a varanda da mestra Marlene em espaço de convivência e arte.
Desde dezembro de 2023, sete grupos recebem suporte para contratação de profissionais, aquisição de instrumentos, figurinos e estrutura para ensaios e deslocamentos. No segundo semestre de 2025, mais sete coletivos serão incluídos, com destaque para novos grupos de capoeira, Guerreiro e Pastoril.
Além das apresentações, o PAS promove 45 atividades culturais em comunidades do entorno da área desocupada, com oficinas de culinária, dança, costura e figurino, somando cerca de 380 encontros até o fim do ano. Também estão previstas a criação de um espaço de cultura e identidade, um acervo de memória e o lançamento de edital de fomento em setembro, com repasse direto e desburocratizado para grupos não formalizados.
O Inventário do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros foi realizado pela Fundepes/UFAL, com apoio de 21 agentes comunitários que entrevistaram 322 pessoas para mapear as expressões culturais locais.
As ações fazem parte do Acordo Socioambiental firmado entre o MPF, Braskem, MPE e o Município de Maceió, com foco na valorização da cultura popular e afro-brasileira.






