Oficina de Sabores no Balanço das Águas marca a memória da Ilha do Ferro

Evento que reúne tradição e alta gastronomia apresentou receitas para moradores da comunidade sertaneja.
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A pergunta que ficou no ar no último dia foi uma só: quando será a próxima edição?

A primeira “Oficina de Sabores no Balanço das Águas”, realizada de 4 a 11 de agosto na Ilha do Ferro, em Pão de Açúcar, foi um sucesso absoluto.

Moradores, turistas e profissionais de gastronomia concordaram: o projeto que quer tornar o destino do Rio São Francisco ainda mais saboroso já deixou um gostinho de quero mais.

O evento foi uma parceria do Museu Coleção Karandash e do Ministério da Cultura, com o patrocínio da Magazine Luiza (via Lei de Incentivo à Cultura) e do Sebrae Alagoas, além do apoio de diversas outras empresas e da Prefeitura de Pão de Açúcar.

A pequena comunidade de 500 habitantes viveu dias de intensa programação, com oficinas de culinária, palestras e a exposição do Barco Museu.

No começo, o “Baião de Todos os Chefs” serviu a tradição nordestina para 300 pessoas. No final, a visita de estudantes ao barco-museu marcou o encerramento de uma semana de aprendizado e troca de experiências.

Sabores Inovadores e Histórias Inspiradoras

O evento foi um caldeirão de criatividade. Dona Lucia Souza, por exemplo, dona de um restaurante famoso pelo ceviche de piranha, participou da oficina com o chef Wanderson Medeiros e já planeja incluir um arroz de piranhas no cardápio. “Amei as receitas de carne de sol com creme de leite e arroz de peixe no caldo de piranhas”, contou.

Luciana Souza, proprietária da Pousada Cacto, destacou a importância do projeto para o turismo local. “A Ilha do Ferro é carente em opções gastronômicas. A palestra sobre pescados locais abriu nossa mente para novas possibilidades”, afirmou.

Os chefs convidados também surpreenderam. O chef Picuí mostrou a versatilidade do queijo coalho; Thiago Brandão ensinou a fazer pão caseiro que vira pizza; Mariana Bernardes criou conservas com ingredientes da feira local; Antônio Mendes apresentou hambúrguer de peixe e arroz de bode; e o chef Madu comandou um almoço coletivo que uniu a comunidade.

Números e a Promessa de Novas Edições

A primeira edição foi um sucesso não só em feedback, mas em números:

  • Baião de Todos os Chefs: 300 pessoas.
  • Oficinas de Gastronomia: 50 participantes.
  • Palestras: 60 participantes.
  • Exposição do Barco Museu: 200 visitantes.

A coordenadora do projeto, Maria Amélia, já projeta o futuro. “A comunidade e os chefs abraçaram o projeto. Tivemos receitas inovadoras com insumos comprados na feira local. A primeira edição deixou um gostinho de quero mais”, disse, confirmando a intenção de realizar uma nova edição em 2026. A expectativa é que novos parceiros se juntem à iniciativa, que mostrou o potencial da Ilha do Ferro como um destino gastronômico imperdível.

(Divulgação / Assessoria)

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